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Gato Pardo

Para quem não conhecia, saiam enquanto é tempo...Para quem já conheceu, puxem duma cadeira...Vem aí a versão 2.0...

What you see is not quite what i am at the moment

Torna-se extenuante mostrarmos ao mundo que nos encontramos sempre bem. Principalmente, quando não estamos.

Quando atravessamos daquelas fases em que adorávamos ressuscitar o gajo responsável pela teoria de Murphy, simplesmente para termos o prazer sádico de lhe fazer a folha e mandá-lo de volta para o Além.

Não ando bem vai para mais de três semanas. Demasiados problemas, demasiadas preocupações, demasiadas questões. Poucos sabem do que se trata, o que tem levado a inúmeros problemas adicionais. Atitudes que tomei pensando serem as correctas, saíram-me pela culatra. Magoei pessoas que me são importantes sem a intenção de o fazer. Não as posso censurar pelas suas palavras. Afinal de contas, o que as pessoas desconhecem não podem pesar na balança.

Pensava que a Páscoa traria alguma serenidade. Puro engano. Quando julgamos que as coisas simplesmente não podem ficar piores, eis que o carrossel da vida dá mais umas voltas e acabamos piores do que já estávamos. Dá vontade de perguntar...Já paravas, não? É que tudo o que é demais, já enjoa. E porra, se eu estou enjoado...

Sinto-me um truque de magia. Fazer acreditar as pessoas em algo que simplesmente não está lá. E neste momento, isso define na perfeição tudo. A minha calma, ponderação, senso comum, humor.

Nada disso existe em mim de momento.

Sinto-me destruído.

Já foste...

Uma das coisas mais valiosas que aprendi em 13 anos de actividade profissional foi o seguinte...

Respeito.

Saber respeitar quem estava perante mim para ser respeitado enquanto pessoa e profissional. Ok, também aprendi a localização de inúmeros tascos mas isso agora não vem ao caso. Pormenores (muito saborosos, mas mesmo assim, apenas pormenores)...

Aprecio visitar pessoas com quem lidei durante anos a fio. Saber o nome de cada uma delas, dos filhos, dos cães, dos gatos e dos periquitos. Receber um sorriso só porque sim. Porque durante anos os respeitei primeiro como pessoas e depois, como profissionais da sua área. E esse respeito é mútuo. Alimenta-me a alma. É sinal que fui bom naquilo que fiz e serei sempre reconhecido por isso.

Agora vejo-me do outro lado da barricada. Tenho responsabilidades acrescidas, muito que fazer e pouco tempo para o fazer. Mas nunca abdiquei do respeito. Continuo a respeitar quem está do outro lado porque eu fui todos eles. Conheço as frustrações, os sentimentos e as fraquezas. Se calhar, até melhor que eles mesmos.

No entanto, ocasionalmente surge alguém que desconhece o conceito de respeito. O meu conceito de respeito é relativamente simples. A bem, sou um gajo porreiro. Exigente, mas quando esclarecido, sou um paz de alma. Tudo flui naturalmente. A mal, sou os quatro Cavaleiros do Apocalipse em 1,75cm de gajo com mau feitio.

Não gosto de pessoas de nariz empinado. Não sei, deve ser o Síndrome de Cleópatra, sei lá eu. Da mesma forma que algumas pessoas continuam a ter o estereotipo de que como vão falar com alguém responsável por assinar o documento que lhes proporciona parte do vencimento, essa pessoa tem de estar de fato e gravata e não vestido de forma casual. Portanto, a coisa correu mais ou menos assim...

 

- Eu tenho uma reunião agendada... - disse ela com ar de dona do mundo.

- Verdade. Vou-lhe pedir para aguardar um momento, se possível.

- Ah, mas eu tenho outra reunião para daqui a 15 minutos. É inaceitável marcar reuniões para uma hora e não cumprir.

- Bem, nesse caso há duas opções. Pode ligar para o cliente seguinte e avisar que está ligeiramente atrasada ou pode ir para o seu cliente seguinte e borrifar-se para o cliente onde está.

- Não foi isso que eu disse.

- Lamento, mas foi exactamente isso que disse. Apenas escolheu as palavras de uma forma mais sensata mas o conteúdo é basicamente o mesmo. E já agora, se a reunião está atrasada provavelmente é porque a reunião anterior atrasou ligeiramente.

- Isso chama-se má gestão de tempo.

- Concordo. Se eu não estivesse aqui a gastar o meu latim consigo, provavelmente estava a terminar a reunião anterior e a sua não estava atrasada. Mas visto que demonstra tanto desprimor e falta de chá pelo cliente onde está, sugiro que não perca mais tempo.

- Isto não fica assim. - dizia ela enquanto pegava na pasta.

- Concordo em absoluto. Quando ligar para o seu chefe a dar conhecimento do ocorrido, mande cumprimentos meus. E diga-lhe que ele me deve um almoço vai para quatro anos...

 

Ficou branca como a cal.

 

- Sim, eu conheço bem o seu chefe. Melhor que você, certamente. E tenho alguma curiosidade em saber se ele tem conhecimento da forma de agir de algumas colaboradoras. E acredite, conhecendo-o como o conheço, posso desde já garantir-lhe que não.

 

Profissionalmente, o respeito demora anos a construir, segundos a destruir e os danos impossíveis de redimir.

Há quem aprenda isso da pior forma.

A bomba um dia rebenta...mesmo que quase um quarto de século depois

Sempre fui apologista do diálogo, desde que construtivo.

Mas também sou conhecedor do quão destrutiva uma frase pode ser dentro do pior contexto possível.

Hoje assisti ao desmoronar de 24 anos em 6 palavras. Foi como assistir a um daqueles eventos de dominós gigantes mas com uma pequena diferença. Em vez do empurrar de uma peça foi ver 10kg de C4 no meio das peças de dominó e o premir do respectivo detonador. Não foi uma imagem bonita.

Todos temos consciência do que dizemos. TODOS! Não me venham com psicologias de mercearia. Sabe-se exactamente o que se diz, o alvo que se pretende atingir e embora nem sempre se saiba a forma exacta de o fazer, mandar o barro à parede 300 vezes costuma ser a política mais comum. Provavelmente uma delas, há de acertar no alvo em cheio.

Depois? Bem, depois lida-se com as consequências. Ah, as consequências. Pois, isso já é outra história. Nem toda a gente que tem o dedo rápido no gatilho tem também arcaboiço para ouvir a posteriori algo de volta.

A solução mais comum é fazer de conta que nada se passou. Que tudo está na paz dos deuses. Não, meus caros.

O que assisti hoje, deu-me que pensar.

Há poucas coisas piores que a ingratidão. As pessoas esquecem-se com rapidez de tudo aquilo que as pessoas fazem de forma desinteressada. Até ao dia em que são alvo de um brutal reality check e precisam de alguém. Aí, sentem na pele a glamorosa sensação que é ser-se invisível aos olhos daqueles que outrora lhes estenderam a mão.

O ser humano é algo ingénuo por natureza. Mas não é parvo para sempre. E ninguém gosta de ser feito de parvo, mesmo passados 24 anos.

 

Sexo fraco, my ass... É por isso que os homens não pescam um corno do universo feminino

Por três vezes, ouvi hoje o argumento de que as mulheres são o sexo fraco.

Uma, porque não carregam garrafas de gás.

Duas, porque são fisicamente mais frágeis.

Três, porque sim.

Newsflash.

As mulheres são o sexo forte.

Uma, porque sabem que podem encomendar as garrafas do gás e vão entregá-las a casa. Chama-se inteligência.

Duas, vão ver o MMA feminino e logo vêem o quão frágil é a campeã. Chama-se "I will kick your f*cking ass".

Três, simplesmente porque sim. Que basicamente, é o argumento mais válido de todos.

Estou velho...

Percebo que a juventude de hoje está muito precoce quando vou a um hipermercado e vejo na secção do regresso às aulas um linear de tampões super abas e um expositor de preservativos. No meu tempo, era cadernos pautados com margens e a tabuada do ratinho.

Sonae Sierra, sempre a inovar.

Rest in peace Robin

Serão poucas as pessoas de alguma forma ligadas ao humor que desconheçam Robin Williams.

Bem, na realidade deixem-me corrigir este argumento. Serão poucas as pessoas vivas que desconheçam Robin Williams. Ontem quando soube das notícias que davam conta da sua partida, não pude deixar de sentir um vazio.

Eis um homem que me conseguiu arrancar algumas das maiores gargalhadas como alguns dos momentos de maior introspecção.

Hoje de tarde à mesa de um café, eu e um amigo falávamos disso mesmo.

 

- O que é que te recordas mais dele? - perguntava-me.

- Não sei. Se abordarmos o humor, a capacidade de improviso inata que ele possuía. Fazia-me lembrar Mel Brooks com as suas rábulas intermináveis.

- Qual é então o filme que melhor o representa, na tua opinião? Patch Adams? Mrs, Doubtfire? Jack?

- Não. Longe de ser uma comédia ou abordar humor. Foi o Despertares...

- Sério? Achas que isso foi o melhor que ele fez?

- Não. Ele fez o melhor que sabia em todos eles, fosse qual fosse o registo. E isso sim, tornou-o grande. Porque conseguiu ser excepcional em todos eles. Mas essa é apenas a minha opinião.

 

E porque é que de uma lista infindável de filmes bem sucedidos (outros nem tanto), a minha escolha recaiu neste filme?

Gosto de personagens que me façam acreditar que o ser humano não está tragicamente perdido. Talvez seja por isso.

Onde quer que ele esteja, que esteja em paz. Independentemente dos demónios que combateu em vida e que o levaram a tal desfecho.

O homem parte, a obra fica, o génio permanece.

 

 

As limitações de cada um são surpreendentes...

Sinto-me quase na obrigação de esclarecer isto.

Gaiatos de tenra idade com as hormonas a saltitar de excitação...não vale e pena pesquisar por freiras nuas. Sério, take my word. Sou eu que escrevo esta mixórdia portanto se existissem aqui freiras nuas tenham a perfeita noção que egoísta como eu sou, tinha ocultado o post para ser eu o único a desfrutar da vista.

Ah, também não há músicas descaradamente pornográficas. Existiu sim um post que abordava metaforicamente a questão. O que significa metaforicamente? Que vocês são uns camelos e que o fluxo sanguíneo já está sujeito às leis da gravidade. Portanto, se eu vos disser que a Manuela Ferreira Leite é uma mulher sexualmente interessante, vocês papam isto como um facto (e no processo, papam-na a ela também).

Sério, meninos... Com tanto assunto que aqui existe passível de ser usado em ensaios clínicos, teses, dissertações e licenciaturas de fim de semana à moda do nosso amigo Sócrates, é apenas freiras e músicas pornográficas que vocês procuram?

Não conseguem melhor no OLX?

Craigslist?

Classificados do Correio da Manhã?

Hmmm....

Cabelo curto = melhores profissionais? Fuck me...

O álcool é útil para várias coisas.

Marinar costeletas, desinfectar cortes em sítios esquisitos, assar chouriços e tem também o condão de fazer com que as pessoas abram as goelas e verbalizem coisas que de outra forma talvez não o fizessem. Excepto eu, que basicamente digo as maiores barbaridades, sóbrio ou menos sóbrio.

Este foi o diálogo do dia.

 

- Se eu fosse responsável da tua empresa, não trabalhavas lá com esse cabelo...

- Não me digas, sentes-te intimidado? Podes sempre largar o pente 0 à presidiário e mudar...

- Simplesmente há que manter as aparências.

- Boa. Então não só estás alcoolizado, como és fútil ao ponto de pensar que produtividade e profissionalismo têm protocolo com a Isabel Queiroz do Vale.

- Não foi isso que eu disse.

- Claro que não. Deixa-me então elucidar-te de uma forma muito sucinta. Sabes o teu irmão? Aquele rapaz magricelas que tem um cabelo que lhe dá pelas costas e que teve uma banda de trash metal uns bons anos atrás? O mesmo que está nos Estados Unidos no MIT? Será que ele já cortou o cabelo para manter as aparências? Dou-te um conselho de borla. Senta-te.

- Sento-me?

- Sim, senta-te e relaxa. O inferno ainda tem de congelar antes que eu ceda a pontos de vista como o teu sobre o meu cabelo. Mas se um dia me quiseres fazer uma proposta milionária, já sabes. Cabelo incluído.

 

A nossa sociedade é fútil.

A nossa sociedade é hipócrita.

E quem não joga pelas regras da dita cuja, é atropelado por um rolo compressor. Uma coisa é teres de vestir uma indumentária (porque há actividades que assim o exigem), outra é mudar o que somos para ir de encontro a um formato pré definido.

Mas houve algo que fez todo o sentido no argumento deste fulano. Ficou explicado o porquê dos nossos governantes não fazerem um car*lho. Falta de densidade capilar. Devíamos considerar o Fernando Ribeiro dos Moonspell para presidente desta chafarica.

 

Meco, 6 jovens mortos. Arquivado. Foi apenas um acidente.

Bem, o meu conceito de acidente então tem muito que se lhe diga.

Afinal de contas, quando se inicia uma investigação com 60 dias de atraso, até o afundar do Titanic foi uma tentativa de brincar aos submarinos porque o icebergue já estava a caminho de Bora Bora.

Falando em bom português...Acidente? Não me f*dam...

Justiça à moda portuguesa no seu melhor...

Ah, a beleza do universo...e a forma como ele conspira para atar pontas soltas...

Embora pouco dado a espiritualismos, ocasionalmente acredito em dar e receber.

Tipo, se dás uma lambada, é provável que leves com uma galheta de um dançarino de salsa. Se um daltónico te insulta, é provável que ele vá de encontro a um semáforo e fique todo roxo.

Meses atrás, alguém teve uma atitude que considerei não só infantil como deveras condenável. Podia tê-lo atropelado, mas gosto demasiado do chassi do meu carro. Podia ter pago na mesma moeda mas por norma os idiotas arrastam-te para o terreno deles e ganham por experiência. Logo, aguardei serenamente que o universo acertasse ponteiros. E que me colocasse este idiota à frente. O que sucedeu hoje, de forma muito serena.

Existe uma sensação muito deselegante de estender a mão para cumprimentar alguém e ficar-se pendurado. Deve ser ainda mais deselegante ter a cara de pau de estender a mão para cumprimentar alguém de quem falámos pelos costas porque os tomatitos devem ter o tamanho de duas azeitonas. Portanto, hoje fui o rei da deselegância. Não só deixei a pessoa de mão estendida como o que lhe disse e a forma como o disse deve ter feito azeite dentro daquelas calças. Ou não. Está por apurar a existência das ditas azeitonas.

Rancor? Não. Já passei dessa fase. Simplesmente não esqueço. E não mando dizer por ninguém. O tempo da primária já passou.

Uma caixinha catita que permite pesquisar as entranhas dos últimos anos de posts. Muito útil, principalmente porque nem eu já me lembro de metade do que escrevi...

 

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